PERU: Rede de tráfico de crianças é descoberta, líder está foragida

299 crianças desapareceram em Cusco desde janeiro deste ano.

Publicado em 19 de setembro de 2023 às 09h24m

Por Gazeta PE News


Antes de ser encaminhada para a prisão de mulheres em Cusco, no Peru, Fanny Hurtado, de 45 anos, tentou comover o tribunal. Ela foi detida em no dia 4 de setembro por estar com um bebê que não era seu. Às autoridades, disse: “Eu me deixei levar porque queria ser mãe como toda mulher.

Estava deprimida porque meu pai acabara de morrer. Não queria fazer mal ao bebê. Eu o salvei. Pequei por amar uma criança”. Fanny contou que estava no mercado San Jerónimo quando uma mulher se aproximou e pediu que ela cuidasse do bebê de uma sobrinha por três dias.

“Ela soube que eu não podia ter filhos por causa das minhas colegas comerciantes do mercado”, disse ela aos juízes. “Às vezes, compartilhava minhas preocupações com elas”, completou. Fanny também afirmou que, no passado, havia visitado centros de reprodução assistida. Durante os interrogatórios, a mulher negou ter pago pelo bebê.

Nesta sexta-feira, 22, a criança completará um mês de vida sob a proteção do Ministério da Mulher e Populações Vulneráveis. Conversas entre Fanny e uma mulher chamada Rosa Doris Huayhua mostram que houve um pagamento de 3 mil soles (R$ 3,9 mil) pelo bebê. Fanny disse ter pensado que este era o dinheiro “para os trâmites da adoção legal”.

 

Fonte: FOLHA PE

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