Com três propostas em jogo, o Senado já é o palco da próxima disputa sobre o fim da escala trabalhista 6x1. Após a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) articulada pela esquerda na Câmara dos Deputados, que agora deverá ser analisada pelos senadores, líderes governistas e da oposição travam uma corrida para definir qual texto terá prioridade na tramitação e servirá de base para o avanço do tema na Casa.
Além da proposta governista aprovada pelos deputados, os senadores têm à disposição uma PEC alternativa apresentada pela oposição na semana passada e um texto mais antigo sobre o tema, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), tida como mais difícil de deslanchar. A definição sobre qual proposta ganhará tração caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em articulação com os principais líderes partidários da Casa, nos próximos dias.
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A decisão deve influenciar não só o ritmo da análise, mas também o formato final da nova escala e jornada trabalhista a ser aprovada pelos senadores. Até este domingo (31), a PEC aprovada pela Câmara na última quarta (27), ainda não havia sido encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A perspectiva é que ela ande no Senado, mas sem a mesma rapidez da Câmara. Alcolumbre mantém uma relação mais distante há meses de Lula, que se agravou com a rejeição do Senado à indicação presidencial de Jorge Messias ao Supremo.
No entanto, a vontade do governo é ensaiar uma reaproximação aos poucos. Um dos articuladores neste sentido tem sido o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE). A proposta da oposição, por sua vez, foi apresentada oficialmente na quinta (28) e já foi despachada à comissão no mesmo dia. A outra PEC, de Paulo Paim, passou pela CCJ e aguarda deliberação do plenário desde dezembro do ano passado.