SPORT: Clube bane uniformizada envolvida em atentado do Fortaleza

Membros da organizada não poderão assistir ao jogos.

Publicado em 14 de março de 2024 às 10h33m

Por Gazeta PE


Os conselheiros do Sport decidiram que a principal uniformizada do clube está banida dos jogos da equipe e de ter acesso às dependências do Leão. após o confronto do time perante o Fortaleza, pela Copa do Nordeste. O vandalismo, com pedras e bombas atiradas no ônibus dos cearenses, resultou em seis atletas feridos.

A decisão, já em vigor, surge após a instituição ser penalizada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com oito jogos de portões fechados em competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e multa de R$ 80 mil por conta de um atentado protagonizado pelo grupo contra a delegação do Fortaleza, nas imediações da Arena de Pernambuco,

"Essa não é uma ação individual, mas sim coletiva. Durante a reunião, surgiu a proposta de banir essa torcida de forma institucional, jurídica e política. A decisão foi aprovada por unanimidade. Yuri Romão (presidente do Sport) também estava presente, então isso prova que foi uma ação em conjunto do Deliberativo e do Executivo. Nós representamos os sócios.

A partir de agora, esses torcedores de organizada não entram mais na sede, não podem usar camisa, bandeira ou qualquer adereço da uniformizada. É um rompimento total", afirmou um dos conselheiros do Leão, Pedro Lacerda. O conselheiro, porém, reforça que o Sport vai cobrar também dos órgãos de segurança a identificação e prisão dos culpados pelo atentado contra o Fortaleza.

"Podemos proibir a entrada com a roupa da organizada, mas se o cidadão entrar com uma camisa de qualquer cor, não sendo da 'Jovem', aí será difícil identificar. O Estado precisa criar um mecanismo de reconhecimento facial, com um banco de dados disponibilizado para os clubes. Isso é um problema de segurança pública.

Recentemente, o Sport fez um ofício pedindo a exclusão de 34 sócios do clube que tem histórico de crimes em estádios e praças públicas. Uma comissão foi criada para analisar o caso e definir se os associados serão banidos. Em um outro documento, encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco, o clube solicitou a efetividade da decisão judicial da extinção das organizadas, ocorrida em 2020. 

 

Fonte: FOLHA PE

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