O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Padilla, informou no domingo (24) em sua conta X, anteriormente conhecido como Twitter, que a embaixada de seu país em Washington foi alvo de um ataque com dois coquetéis molotov. Rodríguez descreveu o acontecimento como “um ataque terrorista” perpetrado por um único indivíduo e apontou para grupos anticubanos.
O diplomata acrescentou que a ação não causou danos aos funcionários e destacou que este é o segundo ato violento contra a sede diplomática em Washington, fazendo referência ao ataque a tiros que a Embaixada de Cuba sofreu em abril de 2020.
Na ocasião, um indivíduo disparou 32 tiros contra o prédio e foi preso pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos. A CNN contactou o Serviço Secreto dos EUA para saber se está em curso uma investigação e obter mais informações, mas até ao momento não obteve resposta.
Após o ataque a tiros em 2020 contra a embaixada de Cuba nos EUA, o ministro das Relações Exteriores de Cuba garantiu que o governo dos EUA apoiou o homem acusado do ataque. Nessa altura, Rodríguez apresentou imagens do ataque feito por um homem identificado como Alexo Alazo, que disparou 32 tiros contra a fachada da embaixada em Washington e depois rendeu-se sem resistência às autoridades.
O homem disse na época que sofria de doença mental e estava há vários dias sem tomar os medicamentos. Neste momento havia 10 pessoas dentro da embaixada. Mesmo assim, o governo cubano acusou os EUA de criarem condições para o ataque.
“Seu comportamento em Cuba foi totalmente normal durante os longos anos que viveu em nosso país e durante suas visitas sistemáticas ao nosso país, assim como sua relação com os consulados cubanos que lhe prestaram serviços durante sua estada no exterior”, disse Rodríguez sobre Alazo.