O ex-governador Paulo Câmara anunciou a desfiliação do PSB, depois de nove anos. Em Brasília, ele entregou uma carta ao presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, agradecendo aos companheiros de legenda, incluindo o deputado estadual eleito Sileno Guedes, presidente estadual da legenda.A carta de desfiliação foi entregue na quinta (26) e divulgada nesta sexta (27).
Paulo Câmara não divulgou o porquê da desfiliação, mas disse que, ao concluir o segundo mandato como governador, avaliou como concluída a "história partidária junto ao PSB". No documento, o ex-governador afirma que se filiou ao PSB em 2014, a convite do antecessor dele, o ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto num acidente aéreo naquele ano, durante a campanha à Presidência da República.
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Câmara também diz que os oito anos em que passou no governo foram desafiadores, "com as sucessivas crises enfrentadas pelo país e pelo mundo, a mais grave de todas a pandemia da Covid-19". Paulo Câmara afirma que teve dedicação integral a Pernambuco nos dois mandatos de governador. "Avançamos em todas as áreas da gestão, sobretudo na educação, ao atingir a marca de melhor ensino médio do país", diz.
O ex-governador também diz que, apesar da saída do partido, seguirá defendendo "políticas públicas que priorizem os mais vulneráveis e lutando por um Brasil mais justo". Paulo Câmara é funcionário concursado do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e reassumiu o posto após deixar o governo do estado, em janeiro de 2023, assim como o ex-prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB) - também concursado e que retornou cargo no TCE-PE.