Centenas de refugiados que deixaram Nagorno-Karabakh chegaram à Armênia neste domingo (24), após a ofensiva militar relâmpago do Azerbaijão contra os separatistas armênios neste disputado enclave. Erevan criticou implicitamente a Rússia por sua falta de apoio após a vitória das tropas do Azerbaijão, que reivindicaram o controle deste território no Cáucaso.
"Os sistemas de segurança estrangeiros, dos quais a Armênia participa, mostraram-se ineficazes para proteger sua segurança e seus interesses", declarou o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, em um discurso transmitido pela televisão. O premiê fez referência às relações de longa data de seu país com Moscou, herdadas da época em que fazia parte, assim como o vizinho Azerbaijão, da União Soviética.
Apesar disso, a Armênia continua sendo membro da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO, na sigla em inglês), uma aliança militar liderada pela Rússia. Na capital Erevan, a oposição armênia se manifestou na noite deste domingo pela sexto dia consecutivo e acusou o primeiro-ministro do país de "destruir deliberadamente as relações da Armênia com seus parceiros".
Como sinal do impacto internacional desta crise, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, aliado de Baku, reúne-se com seu colega azeri Ilham Aliyev nesta segunda-feira (25). As autoridades de Erevan também confirmaram um encontro previsto entre o premiê armênio e o presidente azeri no próximo mês, na Espanha.